Ao volante

Saímos de casa, entramos no carro, ela dirigindo e eu no banco do carona. Ela ligou o rádio, como de costume, abriu um pouco as janelas, e fomos rodar pelas ruas no dia nublado com um tímido sol entre as diversas nuvens. Não tirava os olhos daquela mulher maravilhosa, com cara de séria de olhos escuros, mas dessa vez, com um baita sorriso estampado no rosto, cabelo escuro, curto acima dos ombros, molhado, secando com o vento.  Mão esquerda firme no volante, a direita, entre uma troca de marcha e outra, segurava forte minha mão, passeava pela minha coxa. O olhar seguro pelo já conhecido trajeto, e vez ou outra revirava os olhos até mim, encontrando, através das lentes escuras, meu olhar fixo em sua figura apaixonante.

 

Minha mão foi até sua coxa, acompanhada da sua. Usava um vestido longo de malha, puxei ele um pouco até os olhos e comecei a acariciar sua pele. Ela tirou sua mão debaixo da minha e puxou seu vestido até as coxas, me olhando e mordendo os lábios: melhorou? Nossa, e como melhorou! Minha mão incontrolável acariciou e apertou suas coxas e partiu para a parte interna, chegando em seu sexo por cima da calcinha. Ela puxou o ar entre os dentes, senti suas costas colarem no banco. Sorri e beijei seu ombro, perguntando se estava tudo bem. Recebi como resposta um delicioso olhar safado pelo canto do óculos. Meus dedos continuaram acariciando seu sexo através da calcinha, ela reduziu a velocidade do carro, trocou de pista e manteve-se segura na direção, em meio a respiração cortada.

 

Coloquei meu dedo por dentro da calcinha e ela gemeu, fechando rapidamente a janela pois um carro estava bem ao lado. Me aproximei um pouco mais dela, sentando mais na beirada do banco e nos beijamos assim que o carro parou no sinal. Ela me apertou com força contra seu corpo, um beijo rápido, enquanto movimentava meus dedos dentro dela com mais rapidez. O sinal abriu, continuamos o caminho. Ela estava ofegante e cada vez mais reduzindo a velocidade, com as duas mãos agora coladas no volante e o corpo se ajeitando em meus dedos, rebolando vez por outra. Entre algumas palavras e mordidas no lábio, ela me perguntava o que eu estava fazendo, “você quer me matar”?  De prazer? É claro, foi minha resposta.

 

Ela riu, um tanto quanto sem ar, e disse que já nem lembrava mais aonde estava, continuou dirigindo e esqueceu do destino. Percebi que acabamos passando umas duas vezes pelo mesmo local, mas pouco me importei. Demos mais uma volta até chegarmos num estacionamento. Logo na entrada, passava somente um carro e não havia ninguém, somente um homem mais a frente mexendo no porta-malas do carro, ela parou, na metade do caminho, bem num contorno onde tinha uma arvore. Soltou o cinto de segurança, fiz o mesmo, e nossos corpos foram um de encontro ao outro.

 

Nossas bocas se colaram em meio a respiração ofegante dela e seus gemidos. Acabei ficando também sem ar e com um tesão inexplicável. Entre uma olhada e outra pelo espelho do carro e pela janela, meus dedos se aceleraram dentro dela enquanto meu outro braço a envolveu pelos ombros. Senti seu corpo se ajeitar mais uma vez, ela abriu mais as pernas e deu uma rebolada deliciosa. Levantamos os óculos para trocarmos olhares de prazer. Coloquei outro dedo dentro dela, arrancando um gemido delicioso, tirando outro gemido de mim. “Goza pra mim”? Tive em seguida meu pedido atendido.

 

Enquanto nossas bocas estavam coladas, mesmo sem um beijo, só com os lábios encostados. Senti seu corpo estremecer por dentro, enquanto ela apertava meu corpo num abraço bem colado e sua boca gemia baixinho me enlouquecendo e me fazendo querer mais. Senti que era o suficiente, afinal, ainda precisávamos relembrar nosso destino inicial quando saímos de casa e ela precisaria de forças para dirigir. Um delicioso e suave beijo enquanto, com muito custo, tirava os dedos de dentro dela. Olhei para sua boca deliciosa e passei os dedos, lambuzados de seu mel em seus lábios. Ela chupou sensualmente meus dedos, a pontinha, passando a língua, e depois passando ela pelos próprios lábios. “Amo você”! Foi tudo que consegui dizer enquanto saímos tranquilamente pela saída do estacionamento vazio.

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