Sonho acordado

Ela dorme em seu aconchego. Ele apenas observa. Observa as curvas mal cobertas pela camisola entreaberta, a coberta ainda aquece um dos pés, o outro apenas repousa, exposto de forma seduzente. Delicado, pequeno, bem cuidado.

A camisa ainda expõe os seios de tamanho perfeito, entre médios para fartos. As nádegas redondas, o pedaço para o mau caminho, está ali, um pouco mais de canto, sendo sustentadas por uma lingerie de algodão, daquelas confortáveis e que deixam um ar de “Lolita” à cena.

Ele começa a traçar, com seus dedos, o contorno de toda curva de seu corpo, enquanto ela ainda sonha um sonho bom, o qual a faz exteriorizar um sorriso meigo, calmo e sereno.

O beijo repentino na barriga. Depois nas coxas, os dedos ainda contornam a forma da calcinha, fazendo com que a pele seja submetida a uma pequena onda.

Ele passa o nariz entre os seios, sentindo o cheiro dos cremes noturnos, aquele que fica na memória, mas é o cheiro do calor dela que ele quer, o odor do pecado que surge de suas entranhas, do líquido branco que ela costuma soltar na lingerie quando excitada e que lhe favorece a penetração.

Ele já estava banhado, apenas de cueca box preta, a camisa verde musgo já estava vestida, porém não abotoada.

A xícara de café solta o vapor e o odor do amanhecer, de momentos incríveis vividos nas manhãs mais alegres e românticas, as quais decorrem de uma noite agitada e acalorada.

Ele pega a bebida e toma um gole. Sente o odor do café forte, intenso, o qual lhe trás à mente a ideia ímpar de brincar com a temperatura.

Ele vai até a cozinha, pega um balde de gelo e leva para o quarto. Ela ainda repousa. O sorriso no rosto demonstra que o sonho é agradável ou que a noite anterior lhe deixara marcas no espírito, no coração.

Ele, então, pega uma pedra de gelo e começa a passá-la no pescoço, no pé de ouvido, embaixo dos seios fazendo o contorno perfeito. Ela acorda.

Com tranquilidade ele tampa a boca dela. Faz um sinal negativo com a cabeça. Não quer que ela se manifeste.

Então, ele ingere mais um gole do café e começa a beijar cada região que acabara de ser explorada pelo gelo, criando um choque térmico na tez dela, arrepiando os pelos e fazendo-a com que gemesse de prazer.

Ele começa pelo pescoço, depois as orelhas, seios.

Chupa, lambe, modisca.

Continua em sua viagem de exploração, como se fosse James Cook em uma de suas jornadas históricas.

Ele estava decidido, iria fazer história ali.

Os olhos azuis dela, diziam mais do que qualquer palavra poderia dizer. Era de desejo, tesão. Os bicos tesos corroboravam a sensação.

Ela já não aguenta mais de tesão, ele percebe.

Retira a camisa para utilizá-la como amarras, hoje ela seria amarrada na cama, estaria fadada apenas em sentir prazer, para que tudo fosse intenso.

Então ele beija a barriga dela. As mãos acariciam os seios, os lábios correm toda a extensão do abdômen, chega até o limite da calcinha, o qual ele contorna com a língua.

Em seguida, ele passa a mão no ventre dela, sente a umidade, quando afasta um pouco, percebe que o liquido praticamente escorre de dentro dela.

Sem exitar, ele coloca a boca na buceta rosada, lambe.

Se lambuza. Enquanto ele explora o órgão, segura-a pela cintura, dando apoio para que ela se contorça, se movimente.

O grelo duro demonstra o tesão. Ele faz carícias.

Então, ele coloca o pau para fora e aproxima da boca dela. Ela abocanha o membro, querendo engolir. Enquanto ela brinca com o pau dele, ele continua a acariciando na buceta.

Dois dedos dentro. O dedão cuida de acariciar o grelo durinho.

Ela chupa com vontade. Alterna força com intensidade e carinho. Embora não tenha as mãos livres, representa com a boca, usa os lábios como poucas.

Ele aumenta a intensidade da mão.

Em seguida ele a penetra. Devagar, gostoso, lento, suave.

Começa-a a beijar na boca. Beijo intenso.

Não demora muito e ela goza, molhando a pica dura dele.

Em seguida, ele tira o membro e esporra na barriga dela.

Depois, ainda espalha o gozo, resultado do pecado e sente que ela ainda treme.

Sempre de prazer.

Ambos gozaram de forma indescritível e rumaram para o banho.

Esse conto na visão dela. 

A Resposta

O dia estava claro e fresco como uma manhã de outono. Eu sentia o vento balançar meus cabelos longos e minhas roupas leves. Era tudo lindo, tão vivo, tão colorido. Tudo interligado, as pessoas, os carros, casas, rios, árvores. Lá do alto tudo fazia sentido, da maneira como tinha que ser, cada um com o seu propósito, a própria existência justificando as demais.

Cada lugar que eu passava era uma sensação diferente, uma energia, uma vibração que passava pelo meu corpo, era uma descoberta nova dentro de mim mesma.

Voar me mostrava muito mais de mim, muito mais do que eu sentia sobre o mundo, do que ele tinha a me mostrar. E era muito bom. Essa sensação subia e descia pelo meu corpo, uma agonia boa, eu podia dançar pelos céus, brincar com o vento, rasar pelos rios, sentir o frio da água e o calor do sol ao mesmo tempo.

Eu caio na água fria. Acordo. Meu homem está ao meu lado, me observando, provavelmente meu corpo descoberto atiçava seus pensamentos. Ele me cobre a boca. Mas não sei o que ele quer, não me deixa ao menos dizer um bom dia.

Depois de um gole de café, começa a beijar meu pescoço, minhas orelhas, meus seios. O calor da sua boca na minha pele estava diferente, muito mais intenso dessa vez, eu acendi na hora. O melhor bom dia. Quanto mais a boca quente e macia dele se dedicava em meu corpo, maior a onda de prazer que crescia em mim. Sentia minha vagina sorrir para ele, meus mamilos duros me denunciando, eu não queria esconder nada, só queria ele em mim, fazendo o seu melhor.

Ele amarrou meus braços na cama com a sua camisa. Eu estava entregue, indefesa, meu castigo era sentir o máximo de prazer. Apesar da virilidade da cena, ele beija de leve minha barriga, acaricia meus seios, me toma com a boca, o que faz meu coração disparar. A barba por fazer passando pela minha pele, contrastando com a boca e a língua macia me causava arrepios, os melhores que eu poderia sentir.

Eu me entrego, fecho os olhos, estico o meu corpo, minha vagina está implorando por ele, até que finalmente sinto sua língua, sua mão sobre minha calcinha molhada, ele afasta, certeza que fica observando e salivando, o pau duro por mim, estou chamando-o com meu corpo da forma mais silenciosa e maravilhosa que existe.

A boca quente me toma por inteira, era tudo o que eu queria, meu corpo se contrai pedindo mais, a língua dele se movimentando em mim, macia e devagar, firme e rápida, intercalando, era perfeita, ele sabia fazer isso como ninguém, eu mal podia aguentar, me causava espasmos, minha respiração ofegante, meus gemidos, o melhor sofrimento de todos, mas eu queria mais, eu rebolava na boca dele, sentia a barba nas coxas e virilhas, meu clitóris quase explodindo. Abro os olhos e a visão da cabeça dele no meio das minhas pernas era perfeita, ele se dedicando a mim era tudo o que poderia querer naquele momento e em todos os outros.

Ele coloca o pau quente e úmido na minha boca, está latejando, eu só quero engolir ele, chupar com força e com jeito, olhando nos olhos deles, ele gemendo, faço mais devagar, mais rápido, sugo as laterais, contorno a cabeça com a língua, chupo só ela, quero observar como ele gosta mais, mas é um pouco difícil a concentração, pois a mão ágil dele continua trabalhando em mim, no meu clitóris e dentro de mim ao mesmo tempo, quero ele, quero ele mais que tudo, não aguento mais, ele trabalha com a mão mais rápido, eu não consigo mais chupar, eu preciso gemer, quero que ele vá até o fim assim, sei que ele está quase explodindo também.

Está pronto. Ele se encaixa em mim, me preenche com o seu pau grosso, com calma, e começa a me comer de vagar, gostoso, eu mais molhada, movimentos perfeitos, não preciso de muito para gozar. Ele me beija na boca, sinto o seu coração disparado junto do meu. Estamos juntos mais do que nunca. A onda cresce rápido dentro de mim. Ouvir ele gemer quase me mata. Perco os sentidos.

Estou voando novamente, para dentro de mim mesma agora, não quero que acabe, ou melhor, eu quero… não sei mais, é intenso, muito forte, é perfeito, a onda do prazer máximo.

Meu corpo fala sozinho, me contorço, tento me erguer mesmo com as mãos presas, eu não vejo mais nada, reviro meus olhos, me permito voar o mais alto que consigo.

Estou nos céus por alguns segundos, mas dessa vez é real, muito melhor do que no sonho.

Deixo ele gozar em mim, do jeito que quiser, ele pode tudo, ele sabe o que faz, sabe me dominar, me fazer de refém contra o que eu não posso lutar, meu próprio desejo…por ele.

Não houve expressão de nenhuma palavra, mas ele me deu o seu melhor bom dia.

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