Sendo usado e gostando

Tinha 18 anos e era soldadinho do Exército Brasileiro, quando fui vítima daquilo que podemos chamar de “abuso sexual”. Alguns meses antes (e eu ainda seria de menor), teria sido quase um episódio enquadrado como pedofilia. Mas isso não vem ao caso agora.
No vigor dos meus 18 anos, portanto, meus pais estavam passando temporada de verão na praia, e recebemos a visita de uma família do Sul. Morávamos no Nordeste. Ela, carioca, acho que entre 38 e 40 anos, bonita, loira, pele muito branca, cabelos curtos, e uma carinha de mulher safada. Ele, gaúcho, major do Exército, acho que cinco ou seis anos mais velho do ela, meio careca, meio fora de forma, com uma barriguinha proeminente.
Não tinha olhos para aquela mulher. Estava envolvido demais com o Exército (odiava com todas as forças o serviço militar obrigatório) e tinha minhas namoradinhas, com quem tentava saciar a minha sede. Mas aqueles dois tinham planos de me fazer de objeto sexual. E fizeram.
Lembro que naquele dia, uma sexta-feira, haveria uma marcha no quartel. Alguém tem idéia do que significa isso? Uma marcha de 30 km, vestido a caráter, de corturno (botas, para quem não sabe), mochila nas costas e um pouco de água no cantil. Por conta dessa marcha, perderia uma super-festa de aniversário da minha família, que seira realizada num clube, no centro da cidade. Como não poderia sair do quartel direto para a festa, ficou combinado que iria sozinho para casa. Alguém levaria um pedaço de bolo pra mim… (grande coisa).
Estava especialmente triste porque não poderia dançar com minhas primas, algumas bem gostosinhas. Naquele tempo, com o cabelo cortado no estilo militar, eu já levava desvantagem em relação aos meus concorrentes, que usam cabelos compridos e agradavam muito mais. Estava puto com tudo, principalmente com o Exército.
Pois bem o tal casalzinho sabia de tudo. Sabia que eu estaria sozinho em casa por volta das 21h, e inventou uma desculpa qualquer para sair da festa mais cedo e ficar me esperando, quase numa emboscada, numa tocaia .. (rsrs).
Cheguei em casa de bicicleta (sim, não tinha carro, claro), livrei-me das roupas imundas e fétidas, e, mesmo de cuecas, corri para dar um mergulho. Nossa casa de praia era grande, à beira-mar. Bastava abrir o portão para pisar na areia. O mar estava seco e formava umas piscinas naturais, sem ondas. Corri e mergulhei. “Ah, uma cervejinha aqui…” – pensei. Mas já estava de bom tamanho. Tentava não lembrar da festa para não potencializar a dor de cotovelo.
De repente, vi um vulto saindo de dentro de casa. Levei um susto do caralho. “Porra, deixei a porta aberta e entrou alguém!” O vulto se encaminhava para a praia, em minha direção, e logo percebi que era uma mulher. Era a Débora, a carioca, que partia firme para dentro d’água. “Mas ela não deveria estar na festa?” Deveria sim, mas – sem que eu soubesse – eu era o alvo daquele casalzinho.
– Oi, querido.
– Débora, que susto…
– Tá um calor, não tá?
– Vocês não foram pra festa?
– Fomos, mas o Irineu não estava bem e decidimos voltar mais cedo. Tomou um comprimido e foi dormir. Como vi que você estava aqui, aproveitei pra tomar um banho. Você se incomoda? Tenho medo de ficar sozinha aqui à noite
– Claro que não (até então, não tinha a menor idéia de que havia uma sacanagem no meio).
A Debora relevou-se uma mulher decidida. Ela sabia que não poderia perder tempo e partiu para o ataque, com uma pergunta meio maliciosa:
– Você tem muitas namoradas?
– Eu? Tenho não. Tô meio sem tempo…
– Mas deve ter um monte de menina querendo você, não é?
– Com essa cabeça raspada fica meio complicado – tentei ser modesto e bem-humorado, ao mesmo tempo.
– Ah, eu gosto desse estilo. Não por acaso casei com um militar – disse isso, já passando a mão na minha cabeça, num carinho meio espontâneo, mas que denunciou o seu estado de excitação.
– Olha só: me ensina a boiar… Você me segura pelas costas, que eu quero ficar flutuando. Mas não me deixe afundar, ta bem?
Jogou-se pra cima de mim e eu tive que segura-la pelas costas. Ela colocou uma mão no nariz, para não entrar água, e a outra ficou em volta da minha cintura. Instantaneamente, meu pau reagiu. Desde aquela época, costumo dizer que ele (o meu pau, que é bastante grosso) é “um indisciplinado”. Eu estava de cuecas e não tive como segurar a onda. O pau pulou pra fora e ficou encostando nas costas dela. Uma loucura aquilo!
Não era noite de lua, estava escuro, mas eu podia ver a sua cara de satisfação, de tesão, de luxuria. “Caramba, o que vou fazer com essa maluca?”. Estava com muito tesão e com medo do marido dela. Só quem conhece a hierarquia do Exército sabe o tamanho da confusão que pode dar um recruta comer a mulher de um major (rsrsrsr).

Débora ficou de pé e me beijou, enquanto acomodava meu pau entre as pernas. Queria comê-la ali mesmo. Tentei baixar o biquini dela, mas fui impedido. Aquele beijo salgado, aquele tesão louco, aquele esfrega-esfrega sem fim, quase me levaram ao orgasmo. Mas ela tinha outros planos:
– Vamos para a sua cama!
– Você tá louca? E o major?
– Tá dormindo, fica frio.
Saimos rapidinho. Eu, tentando acomodar a pica dura dentro da cueca molhada (uma missão impossível). Ela correndo, como se estivesse com frio. Passamos pelo jardim, tomamos uma ducha pra tirar o sal, entramos em casa molhando tudo, e fomos direto para o meu quarto. Era um quarto pequeno, meio improvisado, sem qualquer luxo. Dormia num beliche, embora, naquele momento, não tivesse mais ninguém dividindo o espaço comigo.
Quando dei por mim, Débora estava nua, puxando minha cueca e procurando meu pau. Admirou-se com a grossura e começou a chupá-lo. Não lembro de, até então, ter sido chupado tão “profissionalmente”.
As meninas da minha idade ou mais novas do que eu, não tinham aquela prática. Acho que tinham nojo, sei lá. Débora percebeu que eu estava quase gozando e parou. Fiquei deitado de costas, pau apontando para cima. Ela abriu a porta e pensei que tinha desistido de tudo, mas não. Voltou imediatamente, deixando apenas a porta entreaberta. “Que maluquice da porra é essa?” – pensava.
Puxou-me pela mão, deitou-se no meu lugar e chamou-me:
– Vem, me fode!!
Era só o que eu queria. Montei em cima, na posição papai/mamãe, dei duas ou três estocadas e gozei. Acho que não deu tempo para a Débora gozar. Não pode ter dado. Foi rápido demais. Só quando cai quase desmaiado em cima dela, percebi que o major Irineu estava olhando pela porta. Ele tinha visto tudo.

“Agora deu merda”, imaginei.
Ao contrário de mim, que estava em pânico, a Débora estava tranquila. Empurrou-me e ficou deitava, de pernas abertas. Tudo isso aconteceu em questão de minutos, mas, para mim, parecia uma eternidade. Não sabia o que fazer. Irineu entrou, estava só de bermuda, e, num salto quase ornamental, caiu de boca na buceta da mulher. Simplesmente não acreditava naquilo que estava vendo. Era uma coisa surreal. A tara do major era chupar a mulher, depois de vê-la transando com outro.
O major Irineu, depois de chupá-la, não olhou na minha cara e arrancou a mulher dali, direto para o quarto de hóspedes. Fiquei atônito, mas, de longe, dava pra ver que eles foram terminar o trabalho. Eles gritavam e gemiam muito alto, sabendo certamente que não tinha ninguém em casa, a não ser eu, o cúmplice daquela aventura, o objeto que eles usaram para realizar uma fantasia muito louca.
Claro que naquela época nem sabia o que era fantasia. Mas, certamente, aquele episódio acabou sendo marcante demais na minha vida sexual. Nunca pude esquecer o que vivi com Débora e Irineu. Não houve outra trepada enquanto eles estiveram como hóspedes na casa dos meus pais. A Débora me tratou sempre com a maior naturalidade, mas o Irineu nunca me dirigiu a palavra.

Sem saber, eles me iniciaram no mundo da fantasia. Hoje, sinceramente, sou grato a eles.

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